Esse sistema agropecuário, conhecido no Brasil pela sigla iLPF, está sendo cogitado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como uma das propostas de ação para reduzir o aquecimento global a serem apresentadas na 15ª. Conferência das Partes (COP-15), realizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Durante a conferência, muito esperada e considerada essencial para o destino da humanidade, representantes dos setores público e privado de cerca de 200 países discutirão um acordo que substituirá, a partir de 2012, o Protocolo de Kyoto, assinado, por sua vez, em 1997 com metas que influenciam no clima mundial porque tratam da redução de emissões de gases poluentes.
BENEFÍCIOS DA TECNOLOGIA - O Ministério da Agricultura propõe o sistema iLPF porque recupera áreas de pastagens degradadas, aumenta a produtividade e utiliza racionalmente os recursos naturais, entre outras vantagens aos produtores e ao meio ambiente.
Na região Norte, a instituição coordenadora desse projeto é a Embrapa Amazônia Oriental (Belém -PA), unidade da Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
“Trata-se também de uma solução para a produção pecuária sustentável na Amazônia”, afirma Paulo Fernandes, pesquisador que coordena o projeto no Norte e promove, em parceria com as unidades da Embrapa sediadas em todos os Estados da região, uma agenda para o desenvolvimento e difusão da tecnologia.
Texto: Izabel Drulla Brandão
Jornalista
Embrapa Amazônia Oriental
Contatos: (91) 3204 1200 – izabel@cpatu.embrapa.br
Com a colaboração de João Ramos, estagiário de jornalismo do projeto Integração Lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Amazônia Oriental.